sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A tradição familiar da Árvore de Natal

A tradição familiar da Árvore de Natal


A foto no alto é da pintura de Franz Streussenberger (1806 – 1879). Representa a primeira Árvore de Natal na cidade austríaca de Ried, concebida e ornada, em 1840, no lar da família Rapolter.

Depois do Presépio, a Árvore de Natal é o símbolo mais expressivo da época natalina — sobretudo em tempos passados, nos quais o aspecto comercial do Natal não era tão protuberante e agressivo.

No século XIX, a Árvore de Natal — também conhecida em alguns países europeus como a “Árvore de Cristo” — espalhou-se pelo mundo inteiro como símbolo da alegria própria ao Natal para se festejar o nascimento do Divino Infante.

Mas muitos séculos antes, consta que no período medieval, corria uma história muito bonita narrando que, na noite bendita do nascimento do Menino Jesus, muitas árvores floriam em pleno inverno em paisagens cobertas pela neve...

(Texto integral no Blog da Família)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Nossa Senhora de Guadalupe

- A primeira aparição (9 de dezembro de 1531, pela manhã)


Dez anos depois da conquista do México, no dia 9 de dezembro de 1531, Juan Diego ia para o Convento de Tlaltelolco, participar da missa e aprender o catecismo.

Ao amanhecer chegou ao pé da colina de Tepeyac, de repente ouviu uma música perfeita que parecia o gorjeio de milhares de pássaros. Muito surpreso, parou, dirigiu o seu olhar para cima da colina e viu que ela estava iluminada com uma luz estranha. A música parou e em seguida ele ouviu uma doce voz que vinha do alto da colina, chamando-o:

"Juanito, querido Juan Dieguito, aonde vai?"

Juan subiu apressadamente a colina e chegando ao topo viu a Santíssima Virgem Maria em meio a um arco-íres, com um esplendor celestial. Sua beleza e olhar bondoso inundaram seu coração de alegria infinita enquanto ouvia as ternas palavras que ela lhe dirigia.

"Saiba e entenda, você é o mais humilde dos meus filhos, Eu, a Sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Vivo por quem nós vivemos, do Criador de todas as coisas, Senhor do céu e da terra. Eu desejo que um templo seja construído aqui, rapidamente; então, Eu poderei mostrar todo o meu amor, compaixão, socorro e proteção, porque Eu sou vossa piedosa Mãe e de todos os habitantes desta terra e de todos os outros que me amam, invocam e confiam em mim. Ouço todos os seus lamentos e remédio todas as suas misérias, aflições e dores".

Ela falou-lhe em Asteca. Disse-lhe que era a Imaculada Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus. Revelou-lhe como desejava profundamente a construção de um templo, na planície, onde como Mãe Piedosa, mostraria todo seu amor e misericórdia, a ele e a todos os seus e a quantos solicitarem seu amparo.

"E para realizar esta tão maravilhosa obra, irás a casa do Sr. Bispo do México, e lhe dirás que te envio, para manifestar o que muito desejo, que ali naquela planície se edifique um templo. Lhe contarás tudo o que viu, admirou e ouviu. Estejas seguro de que estarei muito agradecida por todo trabalho e fadiga que terás neste empreendimento, e lhe recompensarei muito bem, porque te farei muito feliz. Já ouviu tudo o que desejo, menor de todos os meus filhinhos; vai e põem todo o seu esforço neste trabalho".

Juan se inclinou diante dela e disse: "Minha senhora eu vou cumprir tudo o que me foi pedido, me despeço de Ti, eu que sou teu servo mais humilde".

Quando Juan chegou na casa do Sr. Bispo D. Juan Zumárraga, foi conduzido até sua presença, e lhe contou tudo o que Maria Mãe de Deus havia lhe dito.

No entanto o Sr. Arcebispo não parecia acreditar em suas palavras, pedindo que volta-se outro dia para que eles conversassem com mais tempo.

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- A segunda aparição (mesmo dia 9 de dezembro de 1531, pela tarde)



Neste mesmo dia Juan Diego regressou ao cume da colina e encontrou a Santíssima Virgem, que estava esperando-o. Com lágrimas de tristeza ele contou-lhe como havia fracassado em sua missão.

J.D.: "Senhora, eu fui onde você mandou para levar Sua mensagem, como me havia instruído. Ele recebeu-me benevolentemente e ouviu-me atentamente, mas quando respondeu, pareceu-me não acreditar. Ele disse: "Volte depois, meu filho e eu o ouvirei com muito prazer. Examinarei o desejo que você trouxe, da parte da Senhora". Entendo pelo seu modo de falar, que não acredita em mim e que seja invenção da minha parte, o Seu desejo de construção de um templo neste lugar para Você. E que isso não é Sua ordem. Por isso eu, encarecidamente lhe peço, Senhora e minha Criança, que instrua a alguém mais importante, bem conhecido, respeitado e estimado para que acreditem. Porque eu não sou ninguém, sou um barbantinho, uma escadinha de mão, o fim da cauda, uma folha. E você, minha Criança, a minha filhinha caçula, minha Senhora, envia-me a um lugar onde eu nunca estive! Por favor, perdoe o grande pesar e aborrecimento causado, minha Senhora e meu Tudo."

Ela então lhe pediu que voltasse a visitar o Sr. Arcebispo no dia seguinte.

V.G.: "Escuta, meu filho caçula, você deve entender que eu tenho vários servos e mensageiros, aos quais Eu posso encarregar de levar a mensagem e executarem o meu desejo, mas eu quero que você mesmo o faça. Eu fervorosamente imploro, meu caçula, e com severidade Eu ordeno que volte novamente amanhã ao Bispo. Você vai em meu Nome e faça saber meu desejo: que ele inicie a construção do templo como Eu pedi. E novamente diga que Eu, pessoalmente, a Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus Vivo, lhe ordenei."

Juan Diego cumpriu com o que lhe foi pedido pela Santíssima Virgem.

No dia seguinte conseguiu ver o bispo, depois de muito trabalho, ele lhe contou absolutamente tudo. O bispo lhe fez muitas perguntas.

O Sr. Bispo lhe pareceu conveniente pedir uma prova que confirmasse tudo aquilo.

Também mandou uns servidores para que seguissem ao índio, mas quando se dirigiam novamente ao cerro do Tepeyac, lhe perderam de vista!

Eles ficaram bem chateados e disseram ao bispo que tinham sido enganados por Juan Diego. O bispo tinha uma razão mais para não acreditar.

Eles, então, decidiram castigar o índio se ele voltasse a aparecer.

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- A terceira aparição (10 de dezembro pela tarde)



Ao índio novamente a Virgem Maria de Guadalupe apareceu. Ele a contou o que tinha conversado com o Bispo. E Ela prometeu-lhe que daria um sinal na manhã seguinte.

V.G.: "Muito bem, meu queridinho, você retornará aqui amanhã, então levará ao Bispo o sinal por ele pedido. Com isso ele irá acreditar em você, e a este respeito, ele não mais duvidará nem desconfiará de você, e sabe, meu queridinho, Eu o recompensarei pelo seu cuidado, esforço e fadiga gastos em Meu favor. Vá agora. Espero você aqui amanhã".

Mas Juan não voltou!

Não pode cumprir este encargo, pois seu tio, chamado Juan Bernardino, estava gravemente enfermo quando ele chegou à sua casa.

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- A quarta aparição (terça-feira, 12 de dezembro de 1531, pela madrugada)



Dois dias depois, aos 12 de dezembro, Juan Bernardino estava agonizante, e Juan Diego tratou logo de conseguir um sacerdote em Tlaltelolco.

Chegou a ladeira da colina e optou por ir pelo lado oriente para evitar que a Virgem Santíssima o visse passar. Primeiro queria atender a seu tio.

Com grande surpresa a viu descer da colina e vir a seu encontro a Virgem Maria.

Juan lhe pediu desculpas por não ter vindo no dia anterior.

J.D.: "Minha Criança, a mais meiga de minhas filhas, senhora, Deus permita que você esteja contente. Como você está nesta manhã? Está bem de saúde? Senhora e minha Criança. Vou lhe causar um pesar. Sabe, minha Criança, um de Seus servos, está muito doente, meu tio. Ele contraiu uma peste, e está perto de morrer. Eu estou indo depressa à Sua casa no México para chamar um de Seus sacerdotes, querido pelo Nosso Senhor, para ouvir sua confissão e absolvê-lo, porque desde que nós nascemos, aguardamos o trabalho de nossa morte. De forma que, se eu for, retornarei aqui brevemente, então levarei Sua mensagem. Senhora e minha Criança, perdoe-me, seja paciente comigo. Eu não Te enganarei, minha Caçula. Amanhã eu voltarei o mais rápido possível."

Depois de ouvir as palavras de Juan Diego, Ela lhe respondeu:

V.G.: "Ouça e compreenda, filho meu, és o menor, que é que te assusta e te aflige. Não perturbe teu coração, nem com essa nem com nenhuma outra enfermidade, ou angustia. Por acaso não estou aqui eu que sou tua mãe? Não estás debaixo de meu manto? Não sou eu tua saúde? Que mais lhe falta? Não te aflijas com a enfermidade de teu tio, que não morrerá agora, te asseguro que já está curado".

Quando Juan ouviu estas palavras, sentiu-se consolado e contente.

Ela lhe pediu que fosse ver o Bispo, e levasse o sinal e prova que ele havia pedido, para crer.

E Ela lhe disse:

V.G.: "Sobe, meu filhinho, ao cume aonde me viste e lhe dei as primeiras ordens, lá verás que há diferentes rosas de Castilla; corte-as, recolha e em seguida traga-as para mim".

Era mês de dezembro, muito frio, cheio de gelo... não dariam rosas...

Juan Diego subiu sem duvidar, e quando chegou ou cume ficou muito espantado, pois pelas belas rosas que via. Tinham cores vivas e aromas fortes.

Rapidamente começou a colhê-las, e colocando-as em seu "ayate" levou-as até a Virgem.

Ela tomou as rosas em suas mãos e novamente as colocou no oco do ayate de Juan.

Ela lhe disse:

V.G.: "Filhinho, aqui está o sinal, que deves levar para o Sr. Arcebispo. Dirás-lhe, em meu nome, que veja nele minha vontade que tem de ser cumprida. E que tu és o meu embaixador, muito digno de confiança. Rigorosamente te ordeno que só o Arcebispo veja o que tens em sua tilma, e descubra o que levas".

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- Aparição da imagem na "tilma" de Juan Diego (12 de dezembro de 1531, pela manhã).



Quando Juan Diego chegou diante do Arcebispo Frei D. Juan de Zumárraga, e lhe contou com todos os detalhes a quarta aparição da Santíssima Virgem, abriu a sua tilma, para mostrar a ele as flores que caíram do céu.

Neste instante, diante da imensa surpresa do Sr. Arcebispo e de seus contemporâneos, apareceu a imagem da Santíssima Virgem Maria, maravilhosamente pintada com as mais delicadas cores, sobre a tilma de Juan, da mesma maneira que está hoje!

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- A quinta aparição e cura de Juan Bernardino (12 de dezembro de 1531, pela manhã).



No mesmo dia 12 de dezembro, muito rapidamente a Santíssima Virgem, apareceu na casa de Juan Bernardino para curá-lo de sua mortal enfermidade. Seu coração encheu-se de alegria quando ela lhe deu a feliz mensagem de que milagrosamente seu retrato estava na tilma de Juan Diego.

Fonte: Virgem Peregrina da Família


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PAI NOSSA

Foi Ele mesmo quem nos ensinou o Pai Nosso

Foi Ele mesmo quem nos ensinou o Pai Nosso

“Ensinai-nos a rezar”, pediram os Apóstolos a Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus.

E o bom Mestre respondeu: “Eis como deveis rezar: Padre nosso, que estais nos Céus, etc.”

Foi, assim, Ele mesmo quem nos ensinou o Padre Nosso. Que respeito e que amor devemos ter por essa prece!

Vamos tornar compreensível a significação das sublimes palavras do Padre Nosso, a fim de que todos penetrem em seu sentido, quando o recitem.

As pessoas piedosas aprenderão assim como se pode meditá-lo todos os dias de sua vida, pensando em cada um dos pedidos desta oração.

* * *

Pai Nosso...

É a alma que se dirige a Deus e o chama Pai. Ah! Ninguém é tão Pai como Ele, e é Ele quem deseja que nós lhe demos esse nome! Que ternura de sua parte, e que honra para nós! Filhos de rei, sede orgulhosos das glórias de vosso nascimento.

O humilde obreiro, o modesto trabalhador têm assim tantos títulos de verdadeira nobreza: são filhos do Rei do Céu.

“Pai nosso”, e não “meu Pai”, porque não somos seus filhos únicos. Nós temos por irmãos todos os homens, que devemos amar como sendo da mesma família que nós.

Que estais no Céu...

O Céu é a morada de sua glória; é lá que Ele nos espera. É de lá que Ele vela sobre nós e espalha sobre nós seus benefícios. É lá que Ele nos prepara e reserva sua herança. Os bens do pai não pertencem aos filhos?

Santificado seja o vosso nome!

Quer dizer, que Vós mesmo, meu Deus — Vós, a grandeza, a majestade, a santidade, a perfeição infinita —, sejais conhecido, amado, bendito, honrado e adorado por todos!

Que todas as almas se santifiquem, glorificando-Vos! Que todas as línguas, que todos os povos, cristãos e infiéis, vos celebrem. Que ninguém blasfeme o vosso nome três vezes santo.

Venha a nós o vosso reino!

Por vosso poder, já reinais sobre todas as criaturas. Mas reinai também nos corações, por vossa graça! Fazei-nos reinar um dia convosco no Céu.

Que venha logo esse reino completo, esse reino eterno, que será o vosso no fim dos tempos, quando Satã terá sido despojado do seu poder, e reinareis por vossa misericórdia sobre os eleitos, e por vossa justiça sobre vossos inimigos, para sempre impotentes!

E, enquanto esperamos isso, que vossa vontade seja feita assim na Terra como no Céu.

Os santos, que estão convosco no paraíso, vos são plenamente submissos, vossa vontade é a sua lei. Que os homens que estão na Terra não tenham outras regras que vossos santos mandamentos; que, não contentes de executar vossos preceitos e os da Igreja, se esforcem mesmo de praticar vossos conselhos; que aspirem à prática do desapego, da renúncia aos bens da terra, da castidade perfeita e da obediência!

Enfim, que aceitem com resignação, e mesmo com amor, todas as provas pelas quais apraz-Vos de os punir ou de os purificar.

(extraído da obra de P. Berthier M.S., , abalizado autor de espiritualidade francês, Le livre de Tous, Maison de la Bonne Presse, Paris, 1808, pp. 374-5)

SÃO MIGUEL ARCANJO

São Miguel Arcanjo

São Miguel: "Quem é como Deus?"

Em hebraico mîkâ'êl significa: "Quem (é) como Deus?"

Nas Escrituras vemos referência nominal ao Arcanjo São Miguel em quatro passagens: duas delas na profecia de Daniel (cap. 10, 13 e 21; e cap.12, 1); uma na Epístola de São Judas Tadeu* (cap. Único, vers. 9) e a última no Apocalipse (cap. 12, 7-12).

No livro de Daniel, esse Santo Arcanjo aparece como "príncipe e protetor de Israel", que se opõe ao "príncipe" ou celestial protetor dos persas. (Nas Escrituras os Anjos chamados com freqüência príncipes).

Segundo São Jerônimo e outros comentadores, o Anjo Protetor da Pérsia teria desejado que ficassem ali alguns judeus para mais dilatarem o conhecimento de Deus; porém São Miguel teria desejado e pedido a Deus que todos os judeus voltassem logo para a Palestina, a fim de que o templo do Senhor fosse reconstruído mais depressa.

Essa luta espiritual entre os dois Anjos teria durado vinte e um dias.

São Judas Tadeu, na sua Epístola (vers. 9), alude a uma disputa de São Miguel com o demônio sobre o corpo de Moisés: o glorioso Arcanjo, por disposição de Deus, queria que o sepulcro do Profeta permanecesse oculto; o demônio, porém procurava torná-lo conhecido, com o fim de dar aos judeus ocasião de caírem em idolatria, por influência dos povos pagãos circunvizinhos.

No Apocalipse, São João apresenta São Miguel capitaneando os Anjos bons, em uma grande batalha no céu contra os Anjos rebeldes, chefiados por Satanás, ali chamado dragão, o qual é precipitado nos abismos infernais junto com seus sequazes (Apoc 12, 7-12).

A Igreja não definiu nada de particular sobre São Miguel, mas tem permitido que as crenças nascidas da tradição cristã a respeito do glorioso Arcanjo sigam livre curso na piedade dos fiéis e na elaboração dos teólogos.

Há uma piedosa crença de que São Miguel era, no Antigo Testamento, o defensor do povo escolhido – Israel; e hoje da Igreja.

O que está em consonância com o que é dito no livro de Daniel: "Eis que veio em meu socorro Miguel, um dos primeiros príncipes. ... Miguel, que é o vosso príncipe" – isto é, dos judeus (Dan 10, 13 e 21). "Se levantará o grande príncipe Miguel, que é o protetor dos filhos do teu povo" – o povo de Israel (Dan 12, 1).

A crença de que São Miguel é o Anjo Protetor da Igreja é muito antiga, sendo já confirmada pelo Pastor de Hermas, célebre livro cristão do século 2º, no qual se lê: "O grande e digno Miguel é aquele que tem poder sobre este povo" (os cristãos).

Ademais, ela é partilhada pelos teólogos e pela própria Igreja, que a manifesta de muitas maneiras.

Uma segunda crença geral é a que São Miguel tem também o poder de admitir ou não as almas no Paraíso.

No Ofício* deste Santo Arcanjo, no antigo Breviário Romano*, São Miguel era chamado Guarda do Paraíso, ao qual o próprio Deus se dirige nos seguintes termos: "Eu te constituí chefe sobre todas as almas a serem admitidas".

E na Missa pelos defuntos rezava-se: "Ó Porta-estandarte São Miguel, conduzi-as à luz santa".

Ainda uma terceira crença, ou melhor, opinião, é a de que São Miguel ocupa o primeiro lugar na hierarquia Angélica.

Sobre este ponto há divergência entre os teólogos, mas tal opinião tem a seu favor vários Padres da Igreja*, gregos, e parece ser corroborada pela liturgia latina, que se referia ao glorioso Arcanjo como "Príncipe da milícia celeste, a quem honram os habitantes do Céu"; e pela liturgia grega que o chama Archistrátegos, isto é, Generalíssimo.

Na Idade Média, São Miguel era padroeiro especial das Ordens de Cavalaria*, que defendiam a Cristandade contra o perigo maometano.

(Fonte: "Os Santos Anjos Nossos celestes protetores, Autor: Plínio Maria Solimeo – Editora Artepress – http://www.livrariapetrus.com.br/)

SÃO RAFAEL ARCANJO

São Rafael Arcanjo

Em hebraico, Refâ'êl tem o sentido de: "Deus curou" ou "Medicina de Deus".

Ele próprio revelou sua elevada hierarquia depois de ajudar o jovem Tobias, que cria estar em presença de um simples homem: "Eu sou o Anjo Rafael, um dos sete (espíritos principais) que assistimos diante de Senhor" (Tob 12, 15). Autorizados especialistas em Sagradas Escrituras também consideram o Arcanjo São Rafael um Serafim.

Este insigne Arcanjo é protetor especial contra o demônio, padroeiro e guia dos viajantes, sanador dos enfermos.

Todos esses ofícios estão amplamente ilustrados no livro de Tobias: ele protege na viagem o jovem Tobias (caps. 4 a 10); restitui a vista a Tobias-pai, mediante a aplicação do fel de um peixe (cap.11, 13- 15); livra o jovem Tobias e Sara das insídias do demônio, mediante a fumaça das vísceras do mesmo peixe, e encadeia o demônio no deserto do Egito (cap. 8, 2- 3); apresenta as boas obras e as orações do velho Tobias a Deus (cap. 12, 12).

(Fonte: "Os Santos Anjos Nossos celestes protetores, Autor: Plínio Maria Solimeo – Editora Artepress – www.livrariapetrus.com.br)

NOVENA DO SANTO ANJO DA GUARDA

Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Novena ao Santo Anjo da Guarda

Ó meu angélico companheiro e amigo fidelíssimo, Santo Anjo da Guarda! Eu vos agradeço todo o amor e cuidado que até hoje me dedicastes. Humildemente vos rogo pelo terno amor que me tendes, intercedei por mim ante o trono de Deus e preservai-me de todo o pecado mortal.

Protegei-me em todos os perigos da alma e do corpo. Imprimi profundamente no meu coração o santo temor de Deus, e não permitais que eu seja manchado com nódoa alguma de impureza, para que o meu coração fique sempre puro e casto.

Assisti-me em todas as atribulações desta vida, fortificai-me na hora da morte e conduzi a minha alma imaculada ante o tribunal de Deus, para que mereça gozá-Lo convosco por todos os séculos. Amém.

(Fonte: livro “Novenas para todas as necessidades”, Editora Artpress – www.livrariapetrus.com.br)

JUIZA NEGA PROIBIÇÃO DE CRICIFIXO EM REPARTIÇÕES

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Juíza nega proibição de crucifixo em repartições

No dia 21 de agosto o jornal o Estado de S. Paulo publicou que Símbolos religiosos — crucifixos, imagens e outros — poderão permanecer expostos nas repartições públicas.

A decisão é da juíza Maria Lúcia Lencastre Ursaia, da 3ª Vara Cível Federal de São Paulo, que, liminarmente, indeferiu pedido da Procuradoria da República em ação civil para a retirada dos símbolos dos prédios da União em todo o Estado.

A ação foi aberta a partir de representação, cujo autor teria se sentido ofendido com um crucifixo pendurado no plenário da Câmara Municipal de São Paulo.

O Ministério Público Federal viu desrespeito ao princípio da laicidade do Estado, da liberdade de crença, da isonomia, bem como ao princípio da impessoalidade da administração e ao princípio processual da imparcialidade.

A juíza destacou que o Estado laico não deve ser entendido como instituição anti-religiosa ou anticlerical.

O Estado laico foi a primeira organização política que garantiu a liberdade religiosa. A laicidade não pode se expressar na eliminação dos símbolos religiosos, mas na tolerância aos mesmos.”
Por Fausto Macedo