terça-feira, 21 de junho de 2011

AKITA - A FÁTIMA DO ORIENTE


Akita 4: a Fátima do Oriente ‒ Prantos, suor e sangue: análises científicas e pronunciamento canônico


Continuação do post anterior

Novos prantos da imagem

Após as mensagens de Nossa Senhora, a luz ofuscante que cercava a estátua sumiu.

Em 4 de janeiro de 1975, para o espanto da comunidade e do padre Yasuda, a estátua da Virgem começou a chorar e assim fez três vezes naquele dia. Também foram testemunhas dessa lacrimação, além das irmãs, o bispo Ito e certo número de pessoas que participavam com as freiras de um retiro de Ano Novo.

As lágrimas coletadas na borda interior dos olhos desciam pelas bochechas, as coletadas na borda da borda do vestido perto da garganta, desciam pelas dobras da túnica e caiam sobre o mundo sob os pés de Nossa Senhora.

NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

domingo, 29 de maio de 2011

O milagre de Nossa Senhora de Nazaré e o retorno da imagem fugitiva

O milagre

A origem da devoção a Nossa Senhora de Nazaré se prende a um fato ocorrido por volta do ano de 1150 em Portugal.

“Estando um jovem e vistoso cavalheiro português Dom Fuas Roupinho à caça de um veado entre intensa neblina vê-se subitamente no alto de um rochedo à beira-mar, e se seu cavalo não houvesse estancado, ter-se-ia precipitado ao mar.

“Cheio de terror e considerando o perigo, agradeceu ao Senhor de toda alma a sua salvação. Mas o perigo não passara de todo, pois o cavalo não podia avançar nem recuar sem precipitar-se no abismo.

“Procurando uma saída, nota o cavaleiro uma imagem de Nossa Senhora numa caverna do rochedo. E cheio de fé, lança-se aos seus pés implorando socorro.

CORPUS CRISTI

Origem da Solenidade de Corpus Christi

No século XIII nasceu um Movimento Eucarístico que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento
Na Idade Média, os homens tinham uma devoção enlevada pela pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para libertar seu túmulo dos pagãos muçulmanos fizeram cruzadas.

A história da festa de Corpus Christi tem origem nessa devoção.

Pelo fim do século XIII, na Abadia de Cornillon, em Lieja, Bélgica, nasceu um Movimento Eucarístico que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos na elevação na Missa e a própria festa do Corpus Christi.

A abadessa Santa Juliana de Mont Cornillon ardia em desejos de que o Santíssimo Sacramento tivesse uma festa especial.

Ela teve uma visão em que a Igreja aparecia como uma lua cheia com uma mancha negra, sinal da ausência da solenidade.


O hino “Ave Verum” (“Salve, ó verdadeiro corpo”)

Elevação na Missa, Dorchester Abbey, ©Fr Lawrence OP
Na Idade Média foram compostas muitas músicas e poesias religiosas em louvor do Santíssimo Sacramento.

Esta grande devoção teve, aliás, imenso incremento no período medieval. Podemos então dizer que ela ‒ aperfeiçoada pela Contra-Reforma ‒ chegou até nós impreegnada do perfume da Idade Média.

A presencia real de Nosso Senhor Jesus Cristo, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade na Sagrada Eucaristia está fundamentada nas próprias palavras de Cristo na Última Ceia: “Este é meu corpo, esta é minha sangue”.

A Fé na presença real de Cristo na Eucaristia foi professada universalmente por toda a Igreja desde sua fundação.

Só com o protestantismo que apareceram contestações, aliás mais próximas da chicana do que qualquer outra coisa. Foram sobejamente refutadas pelos Doutores e notadamente pelo Concílio de Trento.

Na crise da fé no século XX, reapareceram falsos teólogos que pretenderam reviver os erros protestantes com outro nome.

É o malfadado progressismo, que tem menos fundamento na verdade do os próprios protestantes. Todos esses erros acabarão ficando à margem da História, como já ficaram os de Calvino, Zwinglio, Melanchton ou Lutero.

Elevação do cálice na Missa, Dorchester Abbey, ©Fr Lawrence OPNo século XI, portanto em plena Idade Média, a Igreja aprofundou o estudo racional da Presença Real.

Esse genuíno desenvolvimento do dogma católico gerou um grande movimento de piedade eucarística.

Um dos seus momentos culminantes foi a instituição da festa de Corpus Christi, em 1264.

Como o povo penetrado de verdadeira fé aspirava ver a Deus feito carne na Hóstia consagrada, foi introduzido na Missa o rito da elevação. Ele acontece logo depois da Consagração.

Durante a elevação, os medievais faziam soar um sino especial, e os fiéis espalhados pela catedral ou pela igreja acorriam para ver e adorar a Hóstia divina.

Também se acendia um círio num alto candeeiro. Posteriormente acendeu-se um castiçal pequeno, também chamado de palmatória, que assim ficava até a comunhão, para significar a presença real de Cristo na Eucaristia.

Nesses felizes tempos medievais em que florescia a fé foram compostos vários hinos ao Santíssimo Sacramento cantados até hoje, ou, pelo menos, até que a desordem progressista não os bloqueou. É de se esperar que essa sabotagem não dure muito.

São Tomás de Aquino, VaticanoEntre esse hinos fiéis reflexos do dogma católico figura o Ave Verum em posição de destaque.

Ele cantava-se especialmente após a Consagração, quando o verdadeiro corpo de Cristo estava realmente presente no altar, pois o hino começa “Salve, ó verdadeiro corpo”.

A maioria dos autores concorda em atribuir a autoria a São Tomás de Aquino (+ 1274).

Ele fez outros hinos também famosíssimos, cheios de lógica e unção, consagrados a Cristo Sacramentado.

Citemos, pelo menos, o Pange língua, o Verbum supernum prodiens, o Sacris sollemnis, o Adoro te devote e a não menos divinamente inspirada seqüência Lauda, Sion, Salvatorem.


Clique aqui para ouvir (Coro da TFP americana):


Ave verum corpus natum de Maria Virgine
Salve, ó verdadeiro corpo nascido da Virgem Maria

Vere passum, immolatum in cruce pro homine
Que verdadeiramente padeceu e foi imolado na cruz pelo homem

Cuius latus perforatum fluxit aqua et sanguine
De seu lado transpassado fluiu água e sangue

Esto nobis praegustatum mortis in examine
Sê para nós remédio na hora tremenda da morte

O Iesu dulcis, o Iesu pie, o Iesu fili Mariae.
Ó doce Jesus, ó bom Jesus, ó Jesus filho de Maria.

O TOPÁZIO BRASILEIRO DO REI DE NÁPOLES E A VOCAÇÃO DO BRASIL

SEGUNDA-FEIRA, 20 DE JUNHO DE 2011

O topázio brasileiro do Rei de Nápoles e a vocação do Brasil

O topázio que esculpido virou a porta do sacrário, detalhe

A história do topázio do rei Fernando II, que esculpido virou a porta do sacrário da Igreja de São Francisco de Paula em Nápoles, começou numa jazida do Brasil no século XIX.

Na ocasião foi descoberta uma pedra preciosíssima: um topázio de cor laranja pálido, que pesava aproximadamente quatro quilos.

Ele foi enviado à Itália e adquirido pela Corte dos Bourbons de Nápoles.

O rei Fernando II (1810-1859) desejava fazer com ele a porta de dois sacrários: o da Capela Palatina do grande Palácio Real de Caserta, e o da Igreja de São Francisco de Paula, em Nápoles.

O topázio foi então dividido em duas partes iguais.

Fernando II (1810-1859), rei de Nápoles
A metade destinada à igreja de São Francisco deveria, por vontade real, ser esculpida em baixo-relevo representando Nosso Senhor Jesus Cristo partindo o pão consagrado, a Eucaristia.

Porém, sendo a pedra muito resistente a qualquer tratamento, os ourives abandonaram a empresa.

Em 1852, o rei Fernando contratou o professor Andrea Cariello (1807-1870) para fazer a portinha do sacrário de São Francisco de Paula. O projeto para o outro sacrário foi posto de lado.

Cariello engajou-se com paixão e colocou em movimento toda a cidade de Nápoles.

Precisava de rodas, ferramentas e talhadeiras em quantidade.

Por ser o topázio difícil de se trabalhar até com técnicas modernas, a jóia só ficou pronta em 1862, mediante a utilização de brocas de diamante.

A porta do sagrário
Nesse ínterim, o mundo fora posto de ponta cabeça.

Em 1859 morreu o rei Fernando, tendo seu sucessor Francisco II permanecido no trono por pouco mais de um ano, até a anexação iníqua do seu reino pelo nascente reino unido da Itália.

Quando Cariello terminou sua obra, a gema representando o busto de Jesus Eucarístico pesava 1,591 kg e media 18,2 cm de altura, 14,4 cm de largura, 7,2 cm de espessura, incluindo a figura de Nosso Senhor.

Em 1865, o Reino da Itália concordou em que o artista ficasse com a jóia como forma de pagamento.

A partir de então o topázio de valor incalculável fez um longo périplo, até acabar sendo doado pelos descendentes do artista à Arquidiocese de Taranto.

E agora transformado em obra de arte sagrada, o topázio brasileiro está sendo exposto no Museu Diocesano.

Ele é todo um símbolo da vocação providencial do Brasil: uma pedra preciosa única de uma cor e de um tamanho ímpares que guarda e protege o próprio Corpo Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo no Sacrário no centro do altar.

É a vocação da Civilização Cristã, guardiã do Santuário, com a grandeza, a magnanimidade e a doçura que Nossa Senhora quis comunicar a nosso País.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Nossa Senhora de Fátima - 13 de maio

Veja o vídeo feito na Capelinha das Aparições de Nossa Senhora em Fátima
16, maio, 2011 Share Deixar um comentário Ir para os comentários

No dia 13 de maio às 19 horas (horário de Brasília), o Coordenador de Campanhas da Associação Devotos de Fátima, Marcos Luiz Garcia, esteve na Capelinha das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal.

O link do vídeo disponibilizado pelo Santuário de Fátima em Portugal teve alguns problemas durante a tansmissão, pelo excesso de visitas, por isso algumas pessoas não conseguiram ver em tempo real.

Felizmente ficamos no computador em vigília aguardando o momento em que o vídeo entrasse no ar, o que graças a Virgem Maria ocorreu e conseguimos gravar o momento em que o sr. Marcos Luz Garcia, esteve na capelinha rezando pelas intenções de todos os amigos deste Apostolado.

Veja abaixo o vídeo.

Se você não conseguiu enviar suas intenções, clique aqui, acenda uma vela no Oratório da Medalha Milagrosa e tenha seu nome inscrito na próxima Missa de Nossa Senhora que será celebrada sábado (21).

http://youtu.be/6dMlJ_H-GCc

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

GRAÇAS DE STA TEREZINHA

Quantas graças! Testemunho emocionante de fé e devoção a Santa Teresinha do Menino Jesus

12, janeiro, 2011 2 comentários
Santa Teresinha do Menino Jesus

O testemunho abaixo é de uma mulher que confiou nas promessas do Sagrado Coração de Jesus e na intercessão de Santa Teresinha. Um emocionante e edificante relato de quem entrega sua vida nas mãos de Nosso Senhor e confia que as graças serão derramadas.

________________

Meus queridos irmãos, como devota de Santa Teresinha, não poderia deixar de dar o meu testemunho.Em 2006 tive um aborto espontâneo com 4 meses de gestação sem nehuma causa aparente. Depois de muitos exames o médico disse que poderia ser incompetência istmo-cervical, e devido ao aborto foi indicado fazer uma cauterização.

Nesta mesma semana encontrei a novena das rosas que minha irmã havia me dado a alguns anos, então comecei a novena e no dia da consulta entreguei minha vida nas mãos de Santa Teresinha.

Faça a Novena das Rosas e receba as benções desta santinha que amava o Sagrado Coração de Jesus. Veja como receber a Novena aqui.

Já preparada para a cauterização, meu médico disse não acreditar no que estava acontecendo,pois não havia mais nenhuma ferida em meu útero,disse que era estranho desaparecer sem nenhum medicamento.

Eu disse a ele que Deus, mediante o pedido de uma “Santinha”,havia me curado e ele encheu os olhos de lágrimas, depois desse dia tive a certeza que ela já estava olhando por mim. Dois meses depois meu marido e eu fomos a uma concessionária buscar um carro que havíamos comprado, chegando lá recebi do vendedor um buquê de rosas, me desmanchei em lágrimas e ninguém entendeu nada!Mas eu tive a certeza que eu recebera a graça de Santa Teresinha.

Quando você faz a Novena e recebe rosas, é sinal que Santa Teresinha ouvirá suas preces. Veja agora como ter a sua novena e comece-a o quanto antes

Na mesma semana fui ao médico e ele pediu que eu tomasse a última caixa de um medicamento para fortalecer o útero, e depois estava liberada para engravidar. Fiquei muito feliz, e logo adiante tive outro sinal, meu remédio acabou no dia de Nossa Senhora Aparecida, contei ao meu marido e ele muito emocionado disse que só podia ser um sinal (já que ele teria feito uma novena a Nossa Senhora Aparecida).

Depois de dois meses engravidei! Com três meses de gravidez, precisei fazer uma ciclagem e o médico me pediu para fazer na Casa de Saúde e Maternidade Santa Teresinha, isso só prova ainda mais que o tempo todo ela estava comigo, me dando sinal que tudo iria dar certo. A minha filha nasceu nessa mesma maternidade e fiquei no mesmo quarto onde perdi o meu 1º bebê.

Clique na imagem e veja como é fácil receber a novena das Rosas em sua casa

Fiquei muito feliz e tenho a certeza que Santa Teresinha está sempre rogando por nós junto a Deus!

Este ano fui convidada a receber Santa Teresinha em minha residência e minha filha hoje com 4 anos, foi convidada a se vestir de Santa Teresinha.

Minha filha foi um presente de Deus com as bênçãos de Santa Teresinha e entrego nossas vidas nas mãos de Santa Teresinha todos os dias.

Meus irmãos,peçam, tenham fé, que se for da vontade de Deus ela vos concederá uma chuva de rosas!

Santa Teresinha do Menino Jesus rogai por nós!! (Testemunho de Michele)

LADAINHA DO AMOR DE DEUS

Ladainha do amor de Deus


“Coração de Jesus, ande comigo por onde eu for”.

A vós, que sois o amor infinito, amo-vos ó meu Deus.

A vós, que me haveis prevenido pelo vosso amor, (repetir “Amo-Vos, o meu Deus”)

A vós, que me mandais vos ame,

De todo o meu coração,

Em toda a minha alma,

Em todo o meu entendimento,

Com todas as minhas forças,

Sobre todos os bens e honras,

Sobre todos os prazeres e gozos,

Mais do que a mim mesmo e tudo o que me pertence,

Mais do que a todos os homens e anjos,

Mas do que todas as coisas criadas no céu e na terra,

Unicamente por amor de vós,

Porque sois infinitamente digno de ser amado,

Porque sois infinitamente perfeito,

Ainda que não houvésseis prometido o céu,

Ainda que me ameaçásseis com o inferno,

Ainda que me provásseis pela miséria e infortúnio,

Na abundância e na pobreza,

Na prosperidade e na adversidade,

Nas dignidades e nos desprezos,

Nos prazeres e nos sofrimentos,

Na saúde e na doença,

Na vida e na morte,

No tempo e na eternidade,

Em união do amor com que vos amam no céu todos os anjos e santos,

Em união do amor com que vos ama a bem-aventurada da Virgem Maria,

Em união do amor infinito com que eternamente vos amais.

Oração: Ó meu Deus, que possuis em abundância incompreensível tudo o que pode ser perfeito e digno de amor, extingui em mim todo o amor criminoso, sensual e desordenado às criaturas, e acendei no meu coração o fogo puríssimo do vosso amor, para que não ame senão a vós e por vós, até sendo enfim consumido pelo vosso santíssimo amor, vá amar-vos eternamente com os eleitos no céu, pátria do amor. Assim seja.

Extraído do livro: “As mais belas orações de Santo Afonso

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domingo, 22 de agosto de 2010

POEMA DA VIRGEM(Pe. JOSÉ DE ANCHIETA)

Compaixão da Virgem na morte do Filho


Por que ao profundo sono, alma, tu te abandonas,

e em pesado dormir, tão fundo assim ressonas?
Não te move a aflição dessa mãe toda em pranto,

que a morte tão cruel do filho chora tanto?
O seio que de dor amargado esmorece,

ao ver, ali presente, as chagas que padece?
Onde a vista pousar, tudo o que é de Jesus,

ocorre ao teu olhar vertendo sangue a flux.
Olha como, prostrado ante a face do Pai,

todo o sangue em suor do corpo se lhe esvai.
Olha como a ladrão essas bárbaras hordas

pisam-no e lhe retêm o colo e mãos com cordas.
Olha, perante Anás, como duro soldado

o esbofeteia mau, com punho bem cerrado.
Vê como, ante Caifás, em humildes meneios,

agüenta opróbrios mil, punhos, escarros feios.
Não afasta seu rosto ao que o bate, e se abeira

do que duro lhe arranca a barba e cabeleira.
Olha com que azorrague o carrasco sombrio

retalha do Senhor a meiga carne a frio.
Olha como lhe rasga a cerviz rijo espinho,

e o sangue puro risca a face toda arminho.
Pois não vês que seu corpo, incivilmente leso,

mal susterá ao ombro o desumano peso?
Vê como a dextra má finca em lenho de escravo

as inocentes mãos com aguçado cravo.
Olha como na cruz finca a mão do algoz cego

os inocentes pés com aguçado prego.
Ei-lo, rasgado jaz nesse tronco inimigo,

e c’o sangue a escorrer paga teu furto antigo!
Vê como larga chaga abre o peito, e deságua

misturado com sangue um rio todo d’água.
Se o não sabes, a mãe dolorosa reclama

para si quanto vês sofrer ao filho que ama.
Pois quanto ele aguentou em seu corpo desfeito,

tanto suporta a mãe no compassivo peito.
Ergue-te pois e, atrás da muralha ferina

cheio de compaixão, procura a mãe divina.
Deixaram-te uma e outro em sinais bem marcada

a passagem: assim, tornou-se clara a estrada.
Ele aos rastros tingiu com seu sangue tais sendas,

ela o solo regou com lágrimas tremendas.
Procura a boa mãe, e a seu pranto sossega,

se acaso ainda aflita às lágrimas se entrega.
Mas se essa imensa dor tal consolo invalida,

porque a morte matou a vida à sua vida,
ao menos chorarás todo o teu latrocínio,

que foi toda a razão do horrível assassínio.
Mas onde te arrastou, mãe, borrasca tão forte?

que terra te acolheu a prantear tal morte?
Ouvirá teu gemido e lamento a colina,

em que de ossos mortais a terra podre mina?
Sofres acaso tu junto à planta do odor,

em que pendeu Jesus, em que pendeu o amor?
Eis-te aí lacrimosa a curtir pena inteira,

pagando o mau prazer de nossa mãe primeira!
Sob a planta vedada, ela fez-se corruta:

colheu boba e loquaz, com mão audaz a fruta.
Mas a fruta preciosa, em teu seio nascida,

à própria boa mãe dá para sempre a vida,
e a seus filhos de amor que morreram na rega

do primeiro veneno, a ti os ergue e entrega.
Mas findou tua vida, essa doce vivência

do amante coração: caiu-te a resistência!
O inimigo arrastou a essa cruz tão amarga

quem dos seios, em ti, pendeu qual doce carga.
Sucumbiu teu Jesus transpassado de chagas,

ele, o fulgor, a glória, a luz em que divagas.
Quantas chagas sofreu, doutras tantas te dóis:

era uma só e a mesma a vida de vós dois!

Pois se teu coração o conserva, e jamais

deixou de se hospedar dentro de teus umbrais,
para ferido assim crua morte o tragar,

com lança foi mister teu coração rasgar.
Rompeu-te o coração seu terrível flagelo,

e o espinho ensangüentou teu coração tão belo.
Conjurou contra ti, com seus cravos sangrentos,

quanto arrastou na cruz o filho, de tormentos.
Mas, inda vives tu, morto Deus, tua vida?

e não foste arrastada em morte parecida?
E como é que, ao morrer, não roubou teus sentidos,

se sempre uma alma só reteve os dois unidos?
Não puderas, confesso, agüentar mal tamanho,

se não te sustentasse amor assim estranho;
se não te erguesse o filho em seu válido busto,

deixando-te mais dor ao coração robusto.
Vives ainda, ó mãe, p’ra sofrer mais canseira:

já te envolve no mar uma onda derradeira.
Esconde, mãe, o rosto e o olhar no regaço:

eis que a lança a vibrar voa no leve espaço.
Rasga o sagrado peito a teu filho já morto,

fincando-se a tremer no coração absorto.
Faltava a tanta dor esta síntese finda,

faltava ao teu penar tal complemento ainda!
Faltava ao teu suplício esta última chaga!

tão grave dor e pena achou ainda vaga!
Com o filho na cruz tu querias bem mais:

que pregassem teus pés, teus punhos virginais.

Ele tomou p’ra si todo o cravo e madeiro

e deu-te a rija lança ao coração inteiro.
Podes mãe, descansar; já tens quanto querias:

Varam-te o coração todas as agonias.
Este golpe encontrou o seu corpo desfeito:

só tu colhes o golpe em compassivo peito.
Chaga santa, eis te abriu, mais que o ferro da lança,

o amor de nosso amor, que amou sem temperança!
Ó rio, que confluis das nascentes do Edém,

todo se embebe o chão das águas que retém!
Ó caminho real, áurea porta da altura!

Torre de fortaleza, abrigo da alma pura!
Ó rosa a trescalar santo odor que embriaga!

Jóia com que no céu o pobre um trono paga!
Doce ninho no qual pombas põem seus ovinhos

e casta rola nutre os tenros filhotinhos!
Ó chaga que és rubi de ornamento e esplendor,

cravas os peitos bons de divinal amor!
Ó ferida a ferir corações de imprevisto,

abres estrada larga ao coração de Cristo!
Prova do estranho amor, que nos força à unidade!

Porto a que se recolhe a barca em tempestade!
Refugiam-se a ti os que o mau pisa e afronta:

mas tu a todo o mal és medicina pronta!
Quem se verga em tristeza, em consolo se alarga:

por ti, depõe do peito a dura sobrecarga!
Por ti, o pecador, firme em sua esperança,

sem temor, chega ao lar da bem-aventurança!
Ó morada de paz! sempre viva cisterna

da torrente que jorra até a vida eterna!
Esta ferida, ó mãe, só se abriu em teu peito:

quem a sofre és tu só, só tu lhe tens direito.
Que nesse peito aberto eu me possa meter,

possa no coração de meu Senhor viver!
Por aí entrarei ao amor descoberto,

terei aí descanso, aí meu pouso certo!
No sangue que jorrou lavarei meus delitos,

e manchas delirei em seus caudais benditos!
Se neste teto e lar decorrer minha sorte,

me será doce a vida, e será doce a morte!

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sábado, 13 de fevereiro de 2010





Estudos


Autor: São Tomás de Aquino
Infalível Criador, que dos tesouros da Vossa sabedoria, tirastes as hierarquias dos Anjos colocando-as com ordem admirável no céu; distribuístes o universo com encantável harmonia, Vós que sois a verdadeira fonte da luz e o princípio supremo da sabedoria, difundi sobre as trevas da minha mente o raio do esplendor, removendo as duplas trevas nas quais nasci: o pecado e a ignorância.
Vós que tornaste fecunda a língua das crianças, tornai erudita a minha língua e espalhai sobre os meus lábios a vossa bênção. Concede-me a acuracidade para entender, a capacidade de reter, a sutileza de relevar, a facilidade de aprender, a graça abundante de falar e de escrever. Ensina-me a começar, rege-me a continuar e perseverar até o término. Vós que sois verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.




Emprego


Oração para conseguir um emprego
Jesus, abre-me uma porta !
Senhor, atende este clamor que brota do mais íntimo do meu coração: abre-me uma porta ! Só Tu sabes e conheces, Jesus, o momento de dificuldade pelo qual eu (diga aqui seu nome) e toda a minha família estamos passando por causa do desemprego.
Tu sabes também, Senhor, com quanta esperança eu me aproximo de Ti para pedir que vás à minha frente, abrindo uma porta e preparando um emprego, para que eu possa, através de um trabalho digno, dar à minha família "o pão de cada dia".
Por que tu és, ó meu Deus, minha esperança ! Peço ainda que me concedas todo ânimo, confiança, destemor e fortaleza para sair de minha casa em busca desse trabalho, na certeza de que Tuas mãos, estendidas em meu favor, baterão nas portas antes de mim, preparando a minha entrada num emprego segundo a Tua vontade.
Confiando inteiramente na Tua Palavra que diz "Batei e abrir-se-á (...), ao que bater se lhe abrirá", já agradeço, de todo o meu coração, porque acredito que "a Deus nenhuma coisa é impossível."

Reze várias vezes por dia e, principalmente antes de sair para procurar um emprego: "Jesus Misericordioso, abre-me uma porta e concede-me esta graça!"


Doentes

Oração do doente - deve ser feita pelo próprio enfermo
Senhor, coloco-me diante de Ti em atitude de oração.
Sei que Tu me ouves, Tu me penetras, Tu me vês.
Sei que estou em Ti e que Tua força está em mim.
Olha para este meu corpo marcado pela doença.
Tu sabes, Senhor, quanto me custa sofrer.
Sei que Tu não Te alegras com o sofrimento dos Teus filhos.
Dá-me, Senhor, força e coragem para vencer
os momentos de desespero e de cansaço.
Torna-me paciente e compreensivo, simples e modesto.
Neste momento, eu Te ofereço
as minhas preocupações, angústias e sofrimentos
para que eu seja mais digno de Ti.
Aceita, Senhor, que eu una meus sofrimentos
aos sofrimentos de Teu Filho Jesus,
que por amor aos homens, deu Sua vida no alto da cruz.
Amém.

Oração para um doente

Onipotente e benigníssimo Deus, que sois a salvação eterna de todos os que crêem em Vós, escutai piedoso as orações que vos dirigimos por este nosso irmão enfermo, vosso servo. Afastai dele tudo quanto o aflige e fazei, em vossa misericórdia, que todos os remédios aplicados ao seu mal lhe sejam salutares. Em Vós, único autor e conservador da vida e árbitro supremo de nossa sorte, pomos toda a nossa confiança; e, embora nos esforcemos, por todos os meios possíveis, por lhe restabelecer a saúde, todavia, é de Vós só que tudo esperamos. Ouvi, Senhor, nossas preces e as suas, para que alegres possamos com ele prestar-vos a homenagem de nosso reconhecimento. O Senhor Jesus Cristo esteja do seu lado para defendê-lo, dentro de você para conservá-lo, diante de você para conduzi-lo, atrás de você para guardá-lo, acima de você para abençoá-lo, Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.

Oração para todos os doentes

Senhor, Vós que miraculosamente operastes tantas curas, olhai com amor os enfermos do mundo inteiro. Permiti-nos que Vos apresentemos esses doentes, como outrora eram apresentados aqueles que, necessitados, solicitavam o Vosso auxílio quando vivíeis nesta terra.
Eis aqueles que desde muito tempo são provados pela doença e não vêem o fim de sua provação.
Eis os que subitamente ficaram paralisados pela enfermidade e tiveram que renunciar às suas atividades e ao seu trabalho.
Eis os que têm encargos de família e não conseguem mais responder por eles, por causa de seu estado de saúde.
Eis os que sofrem em seu corpo ou em sua alma de alguma doença que os entristece.
Eis os deprimidos pesadamente por seus desgastes de saúde e cuja coragem precisa ser reerguida.
Eis os que não têm nenhuma esperança de cura, e que sentem declinar suas forças.
Eis todos os doentes que amais, todos os que reclamam o Vosso apoio e a melhora de seu estado.
Eis todos aqueles cujos corpos feridos se tornam semelhantes ao Vosso corpo imolado sobre a cruz.
Senhor, confortai com Vossa graça todos esses doentes. Fazei que nenhum deles fique sem nossa visita, sem nosso amparo, sem nossa palavra de conforto.
Senhor, quando nós formos provados pela doença, fazei que saibamos unir nossas dores à Vossa cruz.
Senhor, fazei-nos lutar para terminar com os sofrimentos causados pela injustiça e pela maldade dos homens. Amém !
Rezar 1 Credo, 1 Pai-Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai

Oração para uma criança doente

Deus, para quem tudo cresce e de quem tudo o que cresce recebe firmeza, estendei a Vossa mão sobre este Vosso filho doente em sua pouca idade, para que, recuperando o vigor da saúde, possa chegar à idade madura, servindo-Vos sem cessar, ao longo dos seus dias, com fidelidade e gratidão. Por Cristo, nosso Senhor. (Rezar logo em seguida o Pai-Nosso)
Amém.




Orações





Oração para passar bem o dia



Maria, minha querida e terna Mãe, colocai vossa mão sobre minha cabeça. Guardai minha mente, coração e sentidos, para que eu não cometa o pecado. Santificai meus pensamentos, sentimentos, palavras e ações, para que eu possa agradar a Vós e ao vosso Jesus e meu Deus. E assim, possa partilhar da vossa felicidade no céu. Jesus e Maria dai-me vossa bênção: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.






Família


Problemas no relacionamento familiar
Senhor, concedei a mim e família, a graça de Vos buscar antes de todas as coisas, pois somente assim poderemos viver na unidade. Vinde com Vosso Espírito sobre meu lar e removei os problemas que em nós existam: males do corpo, da alma, do espírito, do coração. Que ajamos como se tudo dependesse de nós, mas certos de que somente por Vossa graça poderemos - mesmo em meio a sofrimentos, permanecer na Vossa paz. Que sejamos profundamente amigos, ajudemo-nos mutuamente a crescer na prática da fé e reavivemos sempre mais o amor que selamos diante de Vós, num compromisso sagrado e para sempre. Nada mais angustiante para os coraçõezinhos das crianças do que a insegurança diante de um pai e uma mãe, a quem tanto amam, discutindo, ofendendo-se mutuamente. Dai-nos saber amar profundamente, como amastes e amais Vossa Igreja. Que nos lembremos que o maior presente que nossos filhos podem receber, é o amor que exista entre nós, seus pais. Vinde, Senhor Jesus, restaurai minha família e as famílias do mundo inteiro. Amém.

Proteção à família - Autor: Padre Marcelo Rossi

Senhor Jesus Cristo, eu (nome completo) coloco a minha casa, a minha família (coloque o primeiro nome de cada familiar), todos os que moram comigo, sob a proteção do vosso sangue precioso.
Protegei esta casa de assaltos, incêndio, violência, calúnia, difamação, maldição, pragas, mau olhado e todo mal.
Qualquer pessoa que tenha má intenção, maldade, não consiga permanecer nesta casa nem passe por esta porta, em que entronizo esta oração.
E assim como lemos no livro do Êxodo capítulo 12 (quando o senhor protegeu as casas dos israelitas), que minha casa, por meio desta oração de proteção, seja marcada com o sangue do Senhor Jesus Cristo, sinal de proteção contra todo e qualquer tipo de flagelo.
Invoco a intercessão especial da Virgem Maria e de São Miguel Arcanjo confirmando esta oração.
Enfim, esta porta e toda a minha casa sejam seladas, marcadas e protegidas no sangue libertador de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.



Dívidas


Dívidas


Oração a santa dos endividados
Ó Santa Edwiges, vós que na terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o socorro dos endividados, e no Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante te peço que sejais minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio de que urgentemente necessito: (fazer o pedido). Alcançai-me também a suprema graça da salvação eterna. Santa Edwiges, rogai por nós. Amém.

Amizade


Amizade


Senhor, quão poucos são os verdadeiros amigos, porque somos imperfeitos, limitados ! Muitas vezes decepciono-me, esquecida(o) de que sou eu quem erra quando espero deles uma perfeição, uma santidade e um perfeito amor o qual somente Vós possui e mesmo aqueles que Vos amam verdadeiramente, são falhos, porque humanos.
Fazei-me, obstante as dificuldades, bondosa(o) e verdadeiramente amiga(o) para com todos, sem nada esperar, nem mesmo um só agradecimento. Sois, Senhor, o melhor e mais perfeito amigo entre todos os meus amigos. Vós que me amais com um amor perfeito, ensinai-me a amar com o Vosso coração, a olhar com Vossos olhos e a viver sempre como testemunha digna da profunda amizade e amor que sempre tivestes e tendes para comigo. Amém.


Depressão


Amado Senhor, às vezes sinto-me tão deprimido que não consigo nem rezar. Por favor, liberta-me deste cativeiro. Eu Te agradeço, Senhor, Pelo Teu poder libertador e, no poderoso nome de Jesus, expulso de mim o malígno: espírito de depressão, de ódio, de medo, de auto-piedade, de opressão, de culpa, de falta de perdão e qualquer outra força negativa que tenha investido contra mim. E os amarro e expulso em nome de Jesus.
Senhor, arrebenta todas as cadeias que me prendem. Jesus, peço-Te que voltes comigo até o momento em que esta depressão me atacou e me libertes das raízes deste mal. Cura todas as minhas lembranças dolorosas. Enche-me com o Teu amor, a Tua paz, a Tua alegria. Peço-Te que restaures em mim a alegria da minha salvação.
Senhor Jesus, permite que a alegria jorre como um rio das profundezas do meu ser. Eu Te amo, Jesus, eu Te louvo. Traze ao meu pensamento todas as coisas pelas quais posso agradecer-Te. Senhor, ajuda-me a alcançar-Te e a tocar-Te; a manter meus olhos postos em Ti e não nos problemas. Eu Te agradeço, Senhor, por me guiares até a saída do vale. É em nome de Jesus que suplico. Amém

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A alegria dos inocentes

A celebração da Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo é talvez a festa litúrgica mais popular na maioria dos países cristãos, embora, de si, a Páscoa da Ressurreição seja mais importante.

Apesar da decadência do espírito religioso, ainda em nossos dias a voz da graça continua a convidar a humanidade a adorar Aquele que, sendo Deus, se fez homem para nos redimir.

Para um católico, naturalmente o ponto culminante da festa de Natal é a “Missa do Galo”, que na liturgia tradicional celebra-se à meia-noite.

Noite de gala para a qual todos se preparam com esmero: a liturgia usa os melhores paramentos, o coro prepara os mais belos cânticos, os assistentes colocam suas melhores roupas, as donas-de-casa e as cozinheiras preparam os melhores pratos, os ambientes são decorados com carinho.

Mas a graça natalina suscitou igualmente toda uma cultura própria: a ceia, São Nicolau, o presépio, a árvore de Natal, os presentes, os bolos e pães especiais para a ocasião, as guloseimas, as visitas, os contos, as feiras de Natal durante o Advento, os concertos musicais natalinos, os cânticos populares, as famílias que se reúnem... tudo isso faz parte de um universo encantador que agrada especialmente às crianças.

* * *

As crianças, sim, porque representam a inocência, e a festa de Natal é a festa do Inocente por excelência, que foi o Cordeiro de Deus, capaz de restaurar todas as inocências perdidas.
O ambiente de Natal tinha então algo de maravilhoso, de evocativo de um mundo ideal: as luzes, as harmonias dos corais ou do órgão, as cores dos enfeites do pinheiro, os perfumes das flores, as comidas e bebidas servidas na ceia, os doces, os brinquedos...

Mesmo nos lares mais simples e pobres, algo desse maravilhoso penetrava, pois na realidade ele depende mais de uma disposição de alma, de uma atitude interior, do que dos próprios objetos.

A criança tem a capacidade de maravilhar-se com as menores coisas: um pedaço de cabo de vassoura pode transformar-se no mais belo e ágil corcel... Não será por isso que Nosso Senhor disse: “Quem não receber o reino do céu como uma criancinha, não entrará nele” (Mc 10, 15)? Ou seja, a inocência de alma não deveria ser privilégio das crianças, mas deveria continuar a iluminar a mente madura do adulto.

* * *

Embora todo cristão deva adorar a Deus em todas as suas manifestações terrenas, a psicologia dos povos revela que alguns são especialmente mais tocados por este ou aquele aspecto da vida de Nosso Senhor. Assim, o espanhol e o português votam particular devoção à Paixão de Cristo, embora com diferentes matizes.

Outros encontram maior fonte de piedade ao contemplar a Páscoa da Ressurreição, como os povos eslavos. E há os “natalinos” por excelência, como são os povos germânicos.

A lembrança da Redenção se acha na origem da maioria das tradições natalinas, embora já esteja se apagando da memória dos povos.

É o caso da tradição da árvore de Natal, presente um pouco por toda parte, mas especialmente cultivada na Alsácia, região que pertenceu ao Sacro Império Romano-Germânico, e que hoje faz parte da França. “Onde há uma família alsaciana, lá está a árvore de Natal”, reza um ditado francês.

Qual é a simbologia do pinheiro de Natal?

Ao menos na Alsácia, ele representa a árvore do paraíso. Por isso nele se penduram maçãs vermelhas, para lembrar o fruto proibido que levou Eva e Adão ao pecado. Nele se colocavam botões de rosa de papel colorido, que significavam o amor de Deus pelos homens e a esperança destes em uma nova vida.

Depois se acrescentaram velas para lembrar o Lumen Christi, a luz de Cristo que veio iluminar as trevas do mundo pagão. Mais tarde foram-se juntando outros ornamentos menos simbólicos, como guirlandas, fios dourados ou prateados, enquanto bolas coloridas tomaram o lugar das maçãs. Ao pé da árvore colocam-se chocolates, guloseimas, presentes e cartões de Natal destinados aos membros da família.

Tudo isso produz uma verdadeira alegria, própria ao Natal, diferente da alegria da Páscoa. Marcada pela tragédia da Paixão e Morte de Cristo na Cruz, o júbilo pascal tem o sabor do triunfo do Filho de Deus sobre o mal e o pecado.

A Natividade de Jesus, porém, produz alegrias suaves como a luz da estrela que guiou os magos do Oriente, ou como os afagos sublimes com os quais Maria Santíssima envolveu o Menino Jesus.

Suplicamos a Ela, Medianeira de todas as graças, que alcance de seu Divino Filho essa alegria de alma para todos os leitores.


Fonte: Catolicismo

Natal: cada vez que dele nos aproximamos, experimentamos por vezes a sensação paradoxal de que progressivamente dele nos distanciamos

A cada Natal de que nos aproximamos, experimentamos por vezes a sensação paradoxal de que progressivamente dele nos distanciamos ...

Isso porque, de algum tempo a esta parte, o espírito natalino vai desaparecendo do mundo moderno, imerso no culto das coisas materiais, enquanto a proclamação angélica “glória a Deus no mais alto dos Céus e paz na Terra aos homens de boa vontade” vai se tornando um ideal cada vez mais etéreo.

Hoje, só o que importa para muita gente é desfrutar a paz a todo custo, ainda que em detrimento dos princípios mais sagrados: o dinheiro, de qualquer modo e ainda que este seja escuso; e a saúde acima de tudo, gerando cuidados como o do nível de colesterol, amiúde maiores que a preocupação com o destino eterno da própria alma.

Em suma, o conhecimento, o amor e o serviço de Deus, razão de nossa existência, foram substituídos por dois ídolos desta era de falsa paz: bios e mamon (saúde e dinheiro).

Infelizmente, levados consciente ou inconscientemente pelo multissecular processo revolucionário que corrói a Cristandade desde o século XV, a generalidade dos homens participa em grau maior ou menor desse estado de espírito.

O que os leva a vegetar na “austera, apagada e vil tristeza”, de que falava Camões, em vez de arremeter, como filhos de Deus, às alturas do firmamento, das coisas mais elevadas, do sobrenatural, da contemplação e da ação dele decorrentes. Tal é a principal razão do atoleiro moral em que se encontra a humanidade, do qual ela nem sequer tem meios de sair, se não levantar as vistas.

Por Paulo Corrêa de Brito

Fonte: Catolicismo

A tradição familiar da Árvore de Natal

A tradição familiar da Árvore de Natal


A foto no alto é da pintura de Franz Streussenberger (1806 – 1879). Representa a primeira Árvore de Natal na cidade austríaca de Ried, concebida e ornada, em 1840, no lar da família Rapolter.

Depois do Presépio, a Árvore de Natal é o símbolo mais expressivo da época natalina — sobretudo em tempos passados, nos quais o aspecto comercial do Natal não era tão protuberante e agressivo.

No século XIX, a Árvore de Natal — também conhecida em alguns países europeus como a “Árvore de Cristo” — espalhou-se pelo mundo inteiro como símbolo da alegria própria ao Natal para se festejar o nascimento do Divino Infante.

Mas muitos séculos antes, consta que no período medieval, corria uma história muito bonita narrando que, na noite bendita do nascimento do Menino Jesus, muitas árvores floriam em pleno inverno em paisagens cobertas pela neve...

(Texto integral no Blog da Família)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Nossa Senhora de Guadalupe

- A primeira aparição (9 de dezembro de 1531, pela manhã)


Dez anos depois da conquista do México, no dia 9 de dezembro de 1531, Juan Diego ia para o Convento de Tlaltelolco, participar da missa e aprender o catecismo.

Ao amanhecer chegou ao pé da colina de Tepeyac, de repente ouviu uma música perfeita que parecia o gorjeio de milhares de pássaros. Muito surpreso, parou, dirigiu o seu olhar para cima da colina e viu que ela estava iluminada com uma luz estranha. A música parou e em seguida ele ouviu uma doce voz que vinha do alto da colina, chamando-o:

"Juanito, querido Juan Dieguito, aonde vai?"

Juan subiu apressadamente a colina e chegando ao topo viu a Santíssima Virgem Maria em meio a um arco-íres, com um esplendor celestial. Sua beleza e olhar bondoso inundaram seu coração de alegria infinita enquanto ouvia as ternas palavras que ela lhe dirigia.

"Saiba e entenda, você é o mais humilde dos meus filhos, Eu, a Sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Vivo por quem nós vivemos, do Criador de todas as coisas, Senhor do céu e da terra. Eu desejo que um templo seja construído aqui, rapidamente; então, Eu poderei mostrar todo o meu amor, compaixão, socorro e proteção, porque Eu sou vossa piedosa Mãe e de todos os habitantes desta terra e de todos os outros que me amam, invocam e confiam em mim. Ouço todos os seus lamentos e remédio todas as suas misérias, aflições e dores".

Ela falou-lhe em Asteca. Disse-lhe que era a Imaculada Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus. Revelou-lhe como desejava profundamente a construção de um templo, na planície, onde como Mãe Piedosa, mostraria todo seu amor e misericórdia, a ele e a todos os seus e a quantos solicitarem seu amparo.

"E para realizar esta tão maravilhosa obra, irás a casa do Sr. Bispo do México, e lhe dirás que te envio, para manifestar o que muito desejo, que ali naquela planície se edifique um templo. Lhe contarás tudo o que viu, admirou e ouviu. Estejas seguro de que estarei muito agradecida por todo trabalho e fadiga que terás neste empreendimento, e lhe recompensarei muito bem, porque te farei muito feliz. Já ouviu tudo o que desejo, menor de todos os meus filhinhos; vai e põem todo o seu esforço neste trabalho".

Juan se inclinou diante dela e disse: "Minha senhora eu vou cumprir tudo o que me foi pedido, me despeço de Ti, eu que sou teu servo mais humilde".

Quando Juan chegou na casa do Sr. Bispo D. Juan Zumárraga, foi conduzido até sua presença, e lhe contou tudo o que Maria Mãe de Deus havia lhe dito.

No entanto o Sr. Arcebispo não parecia acreditar em suas palavras, pedindo que volta-se outro dia para que eles conversassem com mais tempo.

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- A segunda aparição (mesmo dia 9 de dezembro de 1531, pela tarde)



Neste mesmo dia Juan Diego regressou ao cume da colina e encontrou a Santíssima Virgem, que estava esperando-o. Com lágrimas de tristeza ele contou-lhe como havia fracassado em sua missão.

J.D.: "Senhora, eu fui onde você mandou para levar Sua mensagem, como me havia instruído. Ele recebeu-me benevolentemente e ouviu-me atentamente, mas quando respondeu, pareceu-me não acreditar. Ele disse: "Volte depois, meu filho e eu o ouvirei com muito prazer. Examinarei o desejo que você trouxe, da parte da Senhora". Entendo pelo seu modo de falar, que não acredita em mim e que seja invenção da minha parte, o Seu desejo de construção de um templo neste lugar para Você. E que isso não é Sua ordem. Por isso eu, encarecidamente lhe peço, Senhora e minha Criança, que instrua a alguém mais importante, bem conhecido, respeitado e estimado para que acreditem. Porque eu não sou ninguém, sou um barbantinho, uma escadinha de mão, o fim da cauda, uma folha. E você, minha Criança, a minha filhinha caçula, minha Senhora, envia-me a um lugar onde eu nunca estive! Por favor, perdoe o grande pesar e aborrecimento causado, minha Senhora e meu Tudo."

Ela então lhe pediu que voltasse a visitar o Sr. Arcebispo no dia seguinte.

V.G.: "Escuta, meu filho caçula, você deve entender que eu tenho vários servos e mensageiros, aos quais Eu posso encarregar de levar a mensagem e executarem o meu desejo, mas eu quero que você mesmo o faça. Eu fervorosamente imploro, meu caçula, e com severidade Eu ordeno que volte novamente amanhã ao Bispo. Você vai em meu Nome e faça saber meu desejo: que ele inicie a construção do templo como Eu pedi. E novamente diga que Eu, pessoalmente, a Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus Vivo, lhe ordenei."

Juan Diego cumpriu com o que lhe foi pedido pela Santíssima Virgem.

No dia seguinte conseguiu ver o bispo, depois de muito trabalho, ele lhe contou absolutamente tudo. O bispo lhe fez muitas perguntas.

O Sr. Bispo lhe pareceu conveniente pedir uma prova que confirmasse tudo aquilo.

Também mandou uns servidores para que seguissem ao índio, mas quando se dirigiam novamente ao cerro do Tepeyac, lhe perderam de vista!

Eles ficaram bem chateados e disseram ao bispo que tinham sido enganados por Juan Diego. O bispo tinha uma razão mais para não acreditar.

Eles, então, decidiram castigar o índio se ele voltasse a aparecer.

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- A terceira aparição (10 de dezembro pela tarde)



Ao índio novamente a Virgem Maria de Guadalupe apareceu. Ele a contou o que tinha conversado com o Bispo. E Ela prometeu-lhe que daria um sinal na manhã seguinte.

V.G.: "Muito bem, meu queridinho, você retornará aqui amanhã, então levará ao Bispo o sinal por ele pedido. Com isso ele irá acreditar em você, e a este respeito, ele não mais duvidará nem desconfiará de você, e sabe, meu queridinho, Eu o recompensarei pelo seu cuidado, esforço e fadiga gastos em Meu favor. Vá agora. Espero você aqui amanhã".

Mas Juan não voltou!

Não pode cumprir este encargo, pois seu tio, chamado Juan Bernardino, estava gravemente enfermo quando ele chegou à sua casa.

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- A quarta aparição (terça-feira, 12 de dezembro de 1531, pela madrugada)



Dois dias depois, aos 12 de dezembro, Juan Bernardino estava agonizante, e Juan Diego tratou logo de conseguir um sacerdote em Tlaltelolco.

Chegou a ladeira da colina e optou por ir pelo lado oriente para evitar que a Virgem Santíssima o visse passar. Primeiro queria atender a seu tio.

Com grande surpresa a viu descer da colina e vir a seu encontro a Virgem Maria.

Juan lhe pediu desculpas por não ter vindo no dia anterior.

J.D.: "Minha Criança, a mais meiga de minhas filhas, senhora, Deus permita que você esteja contente. Como você está nesta manhã? Está bem de saúde? Senhora e minha Criança. Vou lhe causar um pesar. Sabe, minha Criança, um de Seus servos, está muito doente, meu tio. Ele contraiu uma peste, e está perto de morrer. Eu estou indo depressa à Sua casa no México para chamar um de Seus sacerdotes, querido pelo Nosso Senhor, para ouvir sua confissão e absolvê-lo, porque desde que nós nascemos, aguardamos o trabalho de nossa morte. De forma que, se eu for, retornarei aqui brevemente, então levarei Sua mensagem. Senhora e minha Criança, perdoe-me, seja paciente comigo. Eu não Te enganarei, minha Caçula. Amanhã eu voltarei o mais rápido possível."

Depois de ouvir as palavras de Juan Diego, Ela lhe respondeu:

V.G.: "Ouça e compreenda, filho meu, és o menor, que é que te assusta e te aflige. Não perturbe teu coração, nem com essa nem com nenhuma outra enfermidade, ou angustia. Por acaso não estou aqui eu que sou tua mãe? Não estás debaixo de meu manto? Não sou eu tua saúde? Que mais lhe falta? Não te aflijas com a enfermidade de teu tio, que não morrerá agora, te asseguro que já está curado".

Quando Juan ouviu estas palavras, sentiu-se consolado e contente.

Ela lhe pediu que fosse ver o Bispo, e levasse o sinal e prova que ele havia pedido, para crer.

E Ela lhe disse:

V.G.: "Sobe, meu filhinho, ao cume aonde me viste e lhe dei as primeiras ordens, lá verás que há diferentes rosas de Castilla; corte-as, recolha e em seguida traga-as para mim".

Era mês de dezembro, muito frio, cheio de gelo... não dariam rosas...

Juan Diego subiu sem duvidar, e quando chegou ou cume ficou muito espantado, pois pelas belas rosas que via. Tinham cores vivas e aromas fortes.

Rapidamente começou a colhê-las, e colocando-as em seu "ayate" levou-as até a Virgem.

Ela tomou as rosas em suas mãos e novamente as colocou no oco do ayate de Juan.

Ela lhe disse:

V.G.: "Filhinho, aqui está o sinal, que deves levar para o Sr. Arcebispo. Dirás-lhe, em meu nome, que veja nele minha vontade que tem de ser cumprida. E que tu és o meu embaixador, muito digno de confiança. Rigorosamente te ordeno que só o Arcebispo veja o que tens em sua tilma, e descubra o que levas".

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- Aparição da imagem na "tilma" de Juan Diego (12 de dezembro de 1531, pela manhã).



Quando Juan Diego chegou diante do Arcebispo Frei D. Juan de Zumárraga, e lhe contou com todos os detalhes a quarta aparição da Santíssima Virgem, abriu a sua tilma, para mostrar a ele as flores que caíram do céu.

Neste instante, diante da imensa surpresa do Sr. Arcebispo e de seus contemporâneos, apareceu a imagem da Santíssima Virgem Maria, maravilhosamente pintada com as mais delicadas cores, sobre a tilma de Juan, da mesma maneira que está hoje!

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- A quinta aparição e cura de Juan Bernardino (12 de dezembro de 1531, pela manhã).



No mesmo dia 12 de dezembro, muito rapidamente a Santíssima Virgem, apareceu na casa de Juan Bernardino para curá-lo de sua mortal enfermidade. Seu coração encheu-se de alegria quando ela lhe deu a feliz mensagem de que milagrosamente seu retrato estava na tilma de Juan Diego.

Fonte: Virgem Peregrina da Família